História

O edifício onde se encontra o Externato de S. Miguel de Refojos foi um Mosteiro Beneditino até 1834, ano em que o Ministro da Justiça e Assuntos Eclesiásticos, Joaquim António de Aguiar (conhecido como “O Matafrades”), expulsa a Ordem. Ainda durante este ano, a parte poente do edifício é ocupada com serviços camarários, mas o restante (metade nascente e quinta) fica ao abandono e sujeito a pilhagens, tendo sido esvaziado todo o recheio (biblioteca e arquivo inclusive). Esta situação prolonga-se até 1840, ano em que o Estado põe em hasta pública, em Lisboa, todo o Mosteiro e quinta abrangente, tendo sido licitados pelo Comendador Alexandre A. Fernandes Basto, que vem viver para Refojos em 1870.

O Couto de Refojos de Basto, até então sede de Concelho, é extinto em 1842, sendo as suas freguesias anexadas ao Concelho de Cabeceiras de Basto.

Em 1944, os herdeiros do Comendador Alexandre A. F. Basto vendem o imóvel a José Gonçalves Ferreira, tendo começado a funcionar como internato a 29 de setembro desse ano, o qual foi diretor até 1959. Nessa altura, eram lecionados os ensinos primário e liceal.

No ano letivo 1944/45, sob a direção pedagógica de Manuel Pinto Soares, o internato para rapazes e raparigas iniciou com a frequência de cem alunos, vindo a terminar em 1949. Em outubro desse ano, tomou posse, como diretor pedagógico, o Dr. Adriano Leite Teixeira, seguindo-se, em 1954, a Dra. Emília Marinho da Mota que ocupou o cargo até 1959.

A partir de abril de 1959, a Instituição fica sob a responsabilidade do Seminário Conciliar de Braga, funcionando com o Estatuto de Estabelecimento de Ensino Particular e Cooperativo. tendo sido nomeado como diretor pedagógico o Pe. Domingos Fernandes Apolinário, que exerceu funções até setembro de 1969. Em outubro de 1969, foi nomeado Diretor, o Pe. Adelino de Sousa Lopes, que exerceu funções durante um ano. Em junho de 1970, tomou posse Pe. António Tanque Campos até 2009. Desde então, o cargo é ocupado pelo Monsenhor José Augusto Gomes Ribeiro.

No ano letivo de 1972/73, ano em que o ensino passou a ser gratuito, o Externato começou a funcionar como Ciclo Preparatório. No ano letivo de 1980/81, começa a lecionar o curso complementar nas áreas científica e humanística. Em 1992/93 começa a lecionar o terceiro curso do 12º ano garantindo, deste modo, aos cabeceirenses os mesmos direitos à educação que os demais concelhos do país. A partir de 11 de novembro de 2007, foi concedida autonomia pedagógica à escola. Em 2008/2009, iniciaram-se os cursos profissionais.